segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

Na Alemanha

Meu conto "No caminho do cisne" ganha agora tradução para o alemão, na antologia Grenzenlos (Arara-Verlag), organizada por Marcelo Nocelli:


terça-feira, 24 de novembro de 2015

Objeto de estudo

Dissertação de mestrado analisa meu conto "A outra causa", recriação de "A causa secreta", de Machado de Assis: A configuração dos personagens e o papel da violência na sociedade brasileira em releituras de contos de Machado de Assis, de Gabriela de Oliveira Vieira.


sexta-feira, 20 de novembro de 2015

De escutar

Meu livro O voo noturno das galinhas comentado por Carlos Vaz Marques no programa "O Livro do Dia", da TSF Rádio Notícias, de Portugal.

domingo, 18 de outubro de 2015

Os olhos no escuro

texto de José Riço sobre meu livro de contos no suplemento "Ípsilon", do jornal português Público.



terça-feira, 6 de outubro de 2015

Os instantâneos de vidas de Leila Guenther

No Diário Digital, de Portugal, o texto de Mário Rufino sobre meu livro de contos, O voo noturno das galinhas, que ganhou este ano uma edição portuguesa.


sexta-feira, 2 de outubro de 2015

Lançamento de Viagem a um Deserto Interior


Os livros do lançamento: Treme ainda (Ed. 34), de Fabio Weintraub; Viagem a um deserto interior (Ateliê), de Leila Guenther; Cálcio (Hedra) e Cidadania da bomba (Editora Patuá), de Pádua Fernandes; Caçambas (Ed. 34), de Ruy Proença; Woyzeck (Nankin), de Büchner, na tradução e comentário de Tercio Redondo

quinta-feira, 1 de outubro de 2015

segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Quando não há mais sujeito e objeto

Resenha que Renato Tardivo escreveu sobre Viagem a um Deserto Interior.


segunda-feira, 7 de setembro de 2015

O mundo das palavras de Leila Guenther

Entrevista que Fábio Lucas fez comigo para o Notícias de Pernambuco.


sexta-feira, 28 de agosto de 2015

Leila Guenther fala do processo criativo de Viagem a um Deserto Interior

entrevista que dei à Ateliê Editorial a propósito do livro de poemas que escrevi.

(ilustração de Paulo Sayeg para o livro)



sábado, 22 de agosto de 2015

Viagem a um deserto interior




Meu livro de poemas, selecionado no Programa Petrobras Cultural, acaba de ser publicado pela Ateliê Editorial e conta com ilustrações de Paulo Sayeg e texto de Alcides Villaça. Mais informações, aqui.

quarta-feira, 12 de agosto de 2015

Como se faz um paraíso


paraíso s.m. (sXIII) ant. 1. jardim de delícias onde Deus colocou Adão e Eva. 2. éden. fig3. céu. 4. lugar agradável e prazeroso. 5. uma pessoa.

Atravessando o Atlântico



Meu livro de contos em Portugal, na linda edição da Nova Delphi, com prefácio de Alexandra Lucas Coelho e foto de capa de Vitorino Coragem. Clique aqui para ver.

quarta-feira, 29 de julho de 2015

La partida


(Víctor Jara por Inti-Illimani)

quarta-feira, 15 de julho de 2015

Em 70 Poemas para Adorno

























(70 Poemas para Adorno. Pref. Gonçalo M. Tavares. Nova Delphi, 2015)

segunda-feira, 6 de julho de 2015

Edição Especial Criação Literária

catálogo, distribuído primeiramente na FLIP deste ano, dos autores contemplados no Programa Petrobras Cultural 2012: Assionara Souza, Carlito Azevedo, Carlos Schroeder, Chantal Castelli, Emilio Fraia, Fabio Weintraub, Fernando Fiorese, Joca Reiners Terron, Laura Liuzzi, Leila Guenther, Luiz Bras, Maria Valéria Rezende, Micheliny Verunschk, Nei Duclós, Rodrigo Garcia Lopes, Ruy Proença e Tércia Montenegro.


 

sábado, 13 de junho de 2015

Noite

A poesia experimental do chileno Vicente Huidobro em Mallarmargens - Revista de Poesia e Arte Contemporânea, com tradução minha e de Marcelo Donoso, e ilustração de Tieko Irii.






quarta-feira, 3 de junho de 2015

Pipol's poems

Tínhamos os corpos tão leves,
que nos vestiam camisetas
com estampas de âncoras.
Mas mesmo assim, os vasos e
porcelanas da casa viviam se
quebrando.


*


Quando os pensamentos
faziam papai ficar triste,
muito triste mesmo, Maria
punha o nariz dele pra funcionar 
com o cheirinho de
comida que vinha da cozinha.
O almoço está na mesa, tristeza!
O que seria dos homens se
não precisassem comer?


*


Como é bonito ver uma
mulher chamando um táxi.

O automóvel vem em sua
direção, sem ninguém dirigindo.


*


As donas de casa fazem dos
fantasmas verdadeiros lençóis
secando no varal.
E os pobres maridos, que são
um pouco fantasmas também,
nãos sabem onde se esconder
em dias de faxina.


*


A porta abre, o balde cai.
O cigarro explode no nariz.
A língua fica roxa do chiclete.
Aparelhinho de choque no aperto de mão.
Palito de fósforo aceso,
encaixado entre os dedos do pé.

Acho que ela me ama,
mas estou desistindo.


*


Quando o trapezista manda
tirar a rede de proteção
a Arte vai embora.

E nunca mais volta.





(Pipol, 1961-2015)

(Guto Lacaz)




terça-feira, 2 de junho de 2015

Wasafiri

Conto meu traduzido na revista inglesa Wasafiri, no número dedicado ao Brasil.

quinta-feira, 21 de maio de 2015

Como tirar leite de pedra


(Björk, "Stonemilker", Vulnicura)

sexta-feira, 15 de maio de 2015

Os quatro mestres

Depois da chuva
As pernas da cegonha
Ficaram curtas
(Bashô)


Flor de cereja:
Volto a vê-la de tarde
E já é fruto
(Buson)


A velha mão:
Afastando uma mosca
Que já se foi
(Issa)


De mim se diga:
Vivia de caquis
E de poemas
(Shiki)


Tradução de José Lira


quarta-feira, 13 de maio de 2015

quinta-feira, 23 de abril de 2015

Tom Waits & Charles Bukowski


THE LAUGHING HEART

your life is your life
don’t let it be clubbed into dank submission
be on the watch.
there are ways out.
there is a light somewhere.
it may not be much light but
it beats the darkness.
be on the watch.
the gods will offer you chances.
know them.
take them.
you can’t beat death but
you can beat death in life, sometimes.
and the more often you learn to do it,
the more light there will be.
your life is your life.
know it while you have it.
you are marvelous
the gods wait to delight
in you.
(Charles Bukowski)

Três poemas de Nicanor Parra

traduzidos por mim e Marcelo Donoso na Revista Zunái. 


sábado, 14 de março de 2015

Sobre o ar


Voares: um projeto poético-fotográfico de que participam Bianca Coggiola, Christiana Nóvoa, Nana Santos, Vagner Muniz e eu, com três poemas sobre o ar: um haiku, "A chat with Chet" e "Aéreo", este último dedicado a Marcelo Donoso. Clique aqui para ver.



sexta-feira, 6 de março de 2015

70 Poemas para Adorno

A antologia, que será lançada em março em Portugal, no Festival Literário da Madeira, marca os 70 anos do fim da Segunda Guerra Mundial. Participam:

A.M. Pires Cabral
Alberto Lins Caldas
Alexandre Sarrazola
Alice Sant’anna
Ana Margarida de Carvalho
António Cabrita
Beatriz Hierro Lopes
Carla Diacov
Carlos Caeiro
Carlos Fino
Carlos Quiroga
Cesareo Sanchez Iglesias
Cinthia Verri
Cláudia Lucas Cheu
Cláudia R. Sampaio
Daniel Jonas
David Teles Pereira
Diana Pimentel
Diego Moraes
Dinarte Vasconcelos
Duarte Temtem
Emanuel Bento
Enzo Potel
F.S. Hill
Fabiano Calixto
Filipa Leal
Frederico Pereira
Gregorio Duvivier
Hélder Macedo
Helder Magalhães
Hugo Milhanas Machado
Inês Fonseca Santos
Jaime Brasil Filho
Joana Emídio Marques
João de Melo
João Luís Barreto Guimarães
João Paulo Cotrim
José Carlos Barros
Júlia de Carvalho Hansen
Leila Guenther
Luís Pedroso
Luísa Freitas
Lur Sotuela
Maria do Rosario Pedreira
Maria João Cantinho
Maria Lolita Sousa
Maria Quintans
Maria Teresa Horta
Marta Bernardes
Marta Chaves
Miguel Cardoso
Miguel Veyrat
Miguel Manso
Nuno Dempster
Patrícia Baltasar
Patrícia Lino
Paulo José Miranda
Paulo Scott
Paulo Tavares
Pedro Teixeira Neves
Raquel Nobre Guerra
Renato Filipe Cardoso
Rosalina Marshall
Rute Castro
Teresa Jardim
Tiago Araujo
Tiago Patricio
Tiago Salazar
Valério Romão
Vasco Gato



70 Poemas para Adorno. Pref. Gonçalo M. Tavares. Nova Delphi, 2015 (Vendas para o Brasil: main@novadelphi.com)

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Do meu Livro de Travesseiro (IV)


Um dos meus textos à maneira do Livro de Travesseiro, de Sei Shônagon, publicado na revista Tema, n. 61, janeiro/junho 2015, Uniesp.

O Livro de Cabeceira, de A a G

A

A pele mais adequada para ser escrita deve ser muito clara, talvez a de um corpo cujo cabelo bem escuro sugira o brilho da tinta preta.

B

Estamos especulando sobre uma fantasia erótica que combina duas fascinações sem limites: o corpo e a literatura.




C

O Livro de Cabeceira de Sei Shônagon é uma obra da literatura clássica japonesa, escrita há mil anos por uma dama-da-corte imperial. É um elegante e refinado diário, feito com engenhosidade e muita inteligência por uma mulher sensível e de forte caráter. O diário, tal como outros diários do mesmo tipo (este não era o único existente), era guardado dentro da gaveta de um travesseiro de madeira, sobre o qual a autora encostava sua cabeça durante a noite. O filme diz respeito a uma moderna Sei Shônagon, que viveu nos anos 90 em Hong Kong. E essa história passa, certamente, por uma grande reviravolta.

D

Essa Sei Shônagon contemporânea é passional, ao ponto de abandonar tudo pela literatura, pelas palavras, pela escrita, pelos escritores, poetas e homens de letras. Ela mantém um armário em sua casa, um grande armário europeu do século XVIII. Mas dentro não há nenhum papel. Seu corpo é o papel.

E


Essa mulher tem vinte, talvez vinte e oito, ou mesmo trinta anos, mas não menos. Ela é bonita. É alta. Tem um corpo ideal para modelar roupas. É uma exilada do Japão, com uma história pessoal marcada por uma educação primorosa. Dona de uma sensibilidade refinada, é afeita à tradição de decorar o corpo com tatuagens e cosméticos, e à literatura que, através da caligrafia, se constitui num meio caminho para a pintura. Neste momento, vamos supor que essa mulher vem de Kioto, cidade da própria Sei Shônagon. O seu nome é Nagiko, o mesmo que alguns historiadores pensam ser o nome familiar de Sei Shônagon.


F

Nessa narrativa específica, o pai de Nagiko é um escritor com uma modesta, porém venerável, reputação: ele escreve estórias sobre crianças espertas que solucionam mistérios através da matemática. O pai pinta, delicadamente, uma mensagem de aniversário no rosto da filha. A mensagem completa-se com o nome dela e o seu. Ele pinta a mensagem nas bochechas da menina, em volta dos lábios e sobre as pálpebras. Ele faz isso a cada aniversário, desde quando sua filha tinha três anos até que ela se case, aos dezoito. A origem desse costume, dizem, remonta a um tempo em que Deus moldou em argila os primeiros seres humanos e pintou nos olhos, nos lábios e no sexo de cada um deles um nome e uma bênção para ajudá-los a seguirem o seu caminho na vida. Se Deus aprovava a criação, assinava o próprio nome, e só depois dava ao modelo de argila pintado o sopro de vida.




Nos primeiros aniversários de Nagiko, quando seu rosto era delicadamente pintado com a saudação paterna, ela tinha permissão para usar os pincéis e o tinteiro do pai, e este a incentivava a escrever. A partir daí surgiu o desejo de Nagiko de um dia se tornar uma escritora.

A menina adorava ter o rosto pintado, de aniversário a aniversário. Isso lhe trazia o conforto e o amor de sua família – o prazer de viver em uma casa cheia de livros e palavras. Tudo isso se tornou um profundo deleite que ela temia perder. Ela, uma mulher no exílio, vive agora em Hong Kong.

G

Depois de seu décimo-oitavo aniversário, Nagiko anseia em vão pela carícia do pincel em suas faces, o hálito de seu pai em suas bochechas e a sensação da tinta úmida secando lentamente em sua pele. Ela agora vive na expectativa de reviver o prazer de seus aniversários de infância. Ela exige que seus amantes escrevam em seu rosto, no seu corpo, exatamente como seu pai e o Deus da criação antes dele.
(...)



(Peter Greenaway, versão inicial do roteiro de The pillow book. Trad. Maria Esther Maciel. Zunái: revista de poesia e debates, n. XXVIII, São Paulo, Lumme Editor, 2013)

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

"Minha própria vida": Oliver Sacks sobre a descoberta de estar com câncer terminal


Há um mês, sentia que estava bem de saúde, saudável mesmo. Aos 81 anos, ainda nado quase 2000 m por dia. Mas minha sorte se esgotou – algumas semanas atrás descobri que tenho metástases múltiplas no fígado. Há nove anos detectou-se um tumor raro em um de meus olhos, um melanoma ocular. Embora a radiação e o laser utilizados para remover o tumor me deixassem por fim cego daquele olho, apenas em casos raros ocorrem metástases nesses tumores. Estou entre os 2% dos azarados.
Sinto-me grato por ter sido presenteado com nove anos de boa saúde e produtividade desde o diagnóstico inicial, mas agora me vejo cara a cara com a morte. O câncer toma um terço do meu fígado e, apesar de seu avanço poder ser retardado, esse tipo específico de câncer não pode ser detido.
É minha decisão agora escolher como viver os meses que me restam. Tenho de vivê-los da forma mais rica, profunda e produtiva que puder. Nisso sou encorajado pelas palavras de um de meus filósofos favoritos, David Hume, que, ao descobrir que estava condenado por uma doença aos 65 anos, escreveu uma curta autobiografia em um único dia de abril de 1776. Ele a intitulou Minha própria vida.
“Agora só posso contar com uma rápida dissolução”, escreveu ele. “Sofri poucas dores com minha doença e, o que é mais estranho: não obstante o grande declínio de minha pessoa, nunca sofri, em momento algum, o abatimento de meu entusiasmo. Guardo o mesmo ardor de sempre nos estudos e o mesmo júbilo quando estou acompanhado”.
Tive sorte suficiente de viver mais de 80 anos, e os 15 concedidos além dos 65 de vida de Hume foram igualmente ricos em trabalho e amor. Nesse tempo, publiquei cinco livros e terminei uma autobiografia (um pouco mais longa do que as reduzidas páginas de Hume) que será publicada na primavera; tenho vários outros livros quase prontos.
Hume prossegue: “Sou… um homem de atitudes brandas, de temperamento controlado, de disposição alegre, sociável, expansiva, capaz de afeições, mas pouco suscetível a inimizades e de grande moderação em todas as minhas paixões”.
Aqui divirjo de Hume. Embora tenha desfrutado de relacionamentos amorosos, de amizades e não tenha inimigos verdadeiros, não posso dizer (nem ninguém que me conheça o poderia) que eu seja um homem de atitudes brandas. Pelo contrário, sou um homem de atitudes veementes, com entusiasmos violentos e descomedimento em todas as minhas paixões.
E, no entanto, uma linha do ensaio de Hume me arrebata por completo: “É difícil”, escreve ele, “estar mais apartado da vida do que estou agora”.
Nos últimos dias, fui capaz de olhar minha vida como se de uma grande altitude, uma espécie de paisagem, e com um profundo senso de conexão entre todas as suas partes. Isso não significa que eu já tenha acabado de viver.
Ao contrário, sinto-me intensamente vivo e quero e espero que durante o tempo que me resta possa aprofundar minhas amizades, despedir-me daqueles que amo, escrever mais, viajar se ainda tiver forças, alcançar novos níveis de conhecimento e compreensão.
Isso envolverá audácia, clareza e a capacidade de falar francamente; vou tentar acertar minhas contas com o mundo. Mas também haverá tempo para diversão (e inclusive para alguma tolice).
Sinto um súbito foco claro e perspectiva. Não há tempo para nada que não seja essencial. Devo me concentrar em mim, em meu trabalho e meus amigos. Não verei mais “NewsHour” todas as noites. Não prestarei mais atenção na política ou em discussões sobre o aquecimento global.
Isso não é indiferença, mas afastamento – eu ainda me importo profundamente com o Oriente Médio, com o aquecimento global, com a crescente desigualdade, mas esses assuntos não me competem mais: eles pertencem ao futuro. Eu me alegro quando encontro jovens talentosos – mesmo aquele que fez a biópsia em mim e diagnosticou as metástases. Sinto que o futuro está em boas mãos.
Tornei-me cada vez mais consciente, nos últimos dez anos, das mortes entre meus contemporâneos. Minha geração está de saída, e sinto cada morte como uma interrupção brusca, uma ruptura de uma parte de mim. Não haverá ninguém como nós quando tivermos partido, mas também não existe uma pessoa igual à outra, nunca. Quando elas morrem, não podem ser substituídas. Elas deixam buracos que não podem ser preenchidos, pois assim é o destino – o destino genético e neural – de todo ser humano: o de ser um indivíduo único, de encontrar seu próprio caminho, de viver sua própria vida, de morrer sua própria morte.
Não vou fingir que não tenho medo. Mas meu sentimento predominante é o de gratidão. Amei e fui amado; recebi muito e ofereci algo em troca; li, e viajei, e refleti, e escrevi. Tive uma comunicação com o mundo, aquela comunicação especial que existe entre escritores e leitores.
Acima de tudo, fui um ser capaz de sentir, um animal pensante, neste belo planeta, e isso por si só foi um enorme privilégio e uma aventura.


(Oliver Sacks, professor de Neurologia da New York University School of Medicine, é autor de vários livros, que incluem Tempo de Despertar e O Homem que Confundiu sua Mulher com um Chapéu) 


A tradução do texto é minha. O original do New York Times, de 19/2/2015, está aqui.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

"Romã" em inglês



Meu conto "Romã", publicado pela primeira vez na antologia 50 versões de amor e prazer: 50 contos eróticos por 13 autoras brasileiras (Geração Editorial, 2012), agora traduzido em inglês, por Lindsay Puente, para a revista inglesa Wasafiri, no número dedicado ao Brasil.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Poeminha criacionista

Pisava com leveza nos presságios
Tocando cada lugar de sua ausência
Onde não há água para respirar

Todos os seres têm seu rosto
Inclusive o menino estrangeiro de cabelo mapuche que pela [primeira vez me beijou na saída da escola

Me leve para o seu deserto
Para o meu elemento
Lá onde céu nenhum "nos protege de nós mesmos"

Abri a janela dos seus altiplanos
Para nadar nos seus olhos: 
Faz frio demais quando estamos sozinhos 

O que você vê nos olhos de quem olha?
Atrás de mim me espreitam três mil páginas de Bolaño

Trancarei o medo em meus braços
Com a chave que usou para abrir a jaula onde me esqueceram [desde o século XIX 
Sobrevivo há muito tempo
Das lembranças que não tivemos
Porque éramos coisas de outros donos 

Agora moro em um novo altar

(Leila Guenther, 1948)


terça-feira, 6 de janeiro de 2015

Ensaio sobre a superfície II














                                                                                                                                                            (leila guenther)

sábado, 3 de janeiro de 2015