É neste sábado o lançamento do novo livro de Ana Elisa Ribeiro, organizadora da coleção Madrinha Lua da Editora Peirópolis, de que tenho tanto orgulho em participar, ao lado de uma grande seleção de poetas contemporâneas. Estarei lá.
quarta-feira, 12 de agosto de 2026
terça-feira, 10 de fevereiro de 2026
E nasce a criança
O
mais leve dos metais (o lítio) foi se construindo aos poucos, numa longa gestação, por
meio do medo, do espanto, da doença que começou na infância, mas também por
causa do fascínio que a palavra escrita sempre exerceu sobre mim. Tenho a
oportunidade de estar com ela, na forma de literatura, até no trabalho que me
provê. Ironicamente escrevo pouco, “falo menos ainda”, mas - surpreendente -
consegui publicar dois livros em dois anos consecutivos. O mais leve dos
metais estava morrendo, quando o editor e escritor Eduardo Lacerda o salvou. Não fiz um
agradecimento formal a ele na última página, porque minha gratidão à Editora Patuá está além das palavras (justo essa entidade sempre tão presente no que
sou). É algo muito auspicioso nas
condições em que o lançamento se dará: no aniversário de 15 anos de uma editora que
carrega a sorte até no nome, ao lado de tantos escritores, numa festa que trará
à luz uma quantidade louca de livros, como só Eduardo, o Quixote, teria coragem de
fazer.
Pois agora o livro nasceu de fato para o mundo. E está lindo, como podem ver. Ele conta com a arte de Tieko Irii na capa e texto da orelha de Marilia Kubota, duas mulheres que admiro muito.
Venham.
É no dia 28 de fevereiro, na Livraria Patuscada (Rua Murat, 40, Pinheiros, São Paulo - SP). Estarei lá das 17h às 19h30, esperando
vocês.
Aos que quiserem adquirir o livro fora do lançamento, ele está em pré-venda aqui no site da editora.
sábado, 24 de janeiro de 2026
Pré-venda do novo livro
O mais leve dos metais, título do meu novo livro de poemas, é uma referência ao lítio, o metal de menor peso da tabela periódica. Ele é amplamente utilizado na psiquiatria para controle do transtorno bipolar, condição que me afeta, me desestabiliza, mas também me move a escrever. Nos textos reunidos neste volume, busco não apenas o diálogo com indivíduos próximos ou distantes, diferentes ou semelhantes, mas também encontrar algum equilíbrio na corda bamba do mundo.
Ele está em pré-venda aqui, no site da Editora Patuá, que tão cuidadosamente me acolheu e de cujo catálogo me orgulho em fazer parte.
Em breve, darei informações sobre o lançamento.
quarta-feira, 2 de julho de 2025
E otaku ama?
Beatriz Misaki é uma jovem autora de ascendência japonesa que escreve literatura YA
(Young Adult). Seu primeiro romance é Buruna: por um canto amarelo, cujo
título é uma referência à maneira com que os japoneses pronunciam Bruna,
nome da protagonista. A temática do romance é o abuso, mas é também sobre o
forte laço de sororidade que une, por meio da música, duas jovens descendentes
de asiáticos. Beatriz conta que o motor inicial de sua escrita se deveu ao
apagamento, no caso a falta que sentia de obras que tivessem personagens
amarelas, nas quais ela pudesse se reconhecer e se sentir representada.
Beatriz
está agora lançando seu segundo romance, E otaku ama?, a história de um
relacionamento inter-racial, contada em segunda pessoa, entre uma jovem amarela
e um jovem negro, que se desenvolve a partir do interesse que ambos têm pela
obra Amor insensato, de Junichiro Tanizaki, história de uma estranha relação com
toques sadomasoquistas que em sua primeira edição brasileira recebeu o nome de Naomi,
justamente um dos nomes da protagonista de E otaku ama? Este é o mote
para Beatriz debater questões como preconceito, fetichização dos corpos femininos
racializados, a luta de mulheres não brancas pelo seu lugar no mundo e o amor
em sua forma mais libertadora, capaz de transformar aqueles que têm a coragem
de enfrentar não apenas o conservadorismo de uma sociedade mas também seus
próprios fantasmas.
E
otaku ama? (Ed. do autor)
Beatriz Misaki
Instagram: @biamisaki, @escritorasasiaticasbrasileiras
Indicação: a partir de 14 anos
1o Lançamento:
5 de julho, das 14h às 17h, no Café Itigô-Itiê, Rua Galvão Bueno, 425, bairro
da Liberdade, São Paulo.
2o Lançamento 2: 12 de julho, às 15h, no 26o Festival do Japão, no Expo Exhibition e Convention Center, Rodovia dos Imigrantes, km 1,5, São Paulo
Há alguns exemplares físicos totalmente gratuitos para quem se interessar. Basta preencher o formulário google aqui. É fácil e rápido.
sexta-feira, 11 de abril de 2025
Abutre
Marina
Yukawa, escritora, jornalista, e uma das fundadoras do Coletivo Escritoras
Asiáticas & Brasileiras, estará também lançando seu livro de contos Abutre (Editora Terra Redonda) no dia 12/4,
no Nekô Fest, comigo. Estamos juntas representando o Brasil em Más allá del haiku: antología de autores nikkei latinoamericanos, organizada por dois professores de universidades
norte-americanas, Ignacio López-Calvo e Koichi Hagimoto. Foi por meio dela e de Marilia Kubota que tomei contato com várias autoras asiáticas ou da diáspora que me reconciliaram com a prosa: Yoko Ogawa, Julie Otsuka, Celeste Ng etc.
Marina
é autora de Sorrisos Amarelos: histórias de jovens mulheres orientais no
Brasil, livro-reportagem
sobre “cinco jovens mulheres orientais ou descendentes que vivem no Brasil e
que sofrem, ou já sofreram, violência, assédio e/ou preconceito devido ao
estereótipo que carregam por suas origens e como tais experiências definem quem
elas são”.
Abutre é seu primeiro livro de contos, embora ela já
tenha participado, além de Más allá del haiku:
antología de autores nikkei latinoamericanos, das antologias Isto não é
direito: contos sobre Estado e (in)justiça no Brasil e Colapso: narrativas do antropoceno, também editados pela Terra
Redonda.
Seus contos a princípio me lembraram um Edgar
Alan Poe em surto, sofrendo as consequências de viver dentro de um cenário
kafkiano, em que a anormalidade e a propriedade de pesadelo da rotina são tratadas de forma realista
como cotidiano banal, criando um efeito de estranheza que eu, como contista,
gostaria de atingir. Mas depois me dei conta de que a escrita de Marina era só
dela mesma, e que carregava sua história, seu gênero, sua cor e sua forma de
habitar o mundo.
Deixo aqui um trechinho de um de seus contos de Abutre, “Setas que voam de dia”:
No começo, eu achava que era só falta de educação. Meu pai me ensinou a não apontar para os outros, mas parecia que todo o resto achava natural erguer o dedo para mim. As pessoas no metrô, nos ônibus, até andando na rua.
Pensei que estava ficando fedida; que algo podre crescia dentro de mim e só eu não conseguia ver. Fungava tentando achar meu fedor, farejava como cachorro atrás de carne morta. Comecei a usar mais shampoo, mais desodorante. Lavava minhas roupas todas à mão, enxaguava várias vezes na água e esfregava. Passava pomadas em feridas que eu imaginava pelo corpo todo. Algumas me doíam, outras eu abria em mim para conseguir senti-las. Aumentou ainda mais. Meu cheiro de muitos cremes e sabonetes estaria enjoando as pessoas, mas já não conseguia deixar de me lavar. Eu me sujava para poder ver a sujeira e então me lavar.
Talvez não fosse o cheiro. Talvez fosse a cara, o
cabelo, a forma do corpo. Tinha que ser algo visível, algo perceptível. Não
tinha como ser algo profundo – não tinha profundidade. Eu me encontrava rasa,
completamente exposta, como se nua. E as pessoas apontavam para mim, me
indicavam a feiura, a rudeza, o excesso de minha falta. De forma misteriosa, a
aparência conseguia denunciar a podridão que eu era por dentro, e então as
pessoas apontavam.
Ninguém nunca me falava. Quase não me olhavam. Muitas
vezes estavam com os olhos fixos em algum livro ou no celular, mas ainda assim,
com a mão que tinham livre, me apontavam. Se o natural era andar com os braços abaixados
a não cansar, a gravidade então teria se deslocado e me tornado o fundo da
terra. E me perguntava se aquilo era o mais fundo do poço em que eu poderia
chegar. Não, eu me respondia, e temia minhas próprias respostas.
quinta-feira, 10 de abril de 2025
Lançamento do novo livro
O Nekô Fest, onde ocorrerá o lançamento de meu livro de poemas Este lado para baixo (Editora Peirópolis), é um evento de cultura asiática que abriga iniciativas de origens diversas e tem caráter inclusivo e heterogêneo. Não é uma feira de cultura tradicional: outra de sua iniciativa reúne apenas expositoras asiáticas que pretendem desfazer estereótipos ligados à imagem da mulher “oriental”.
Este lado para baixo vai ser lançado como parte de um programa completo de sabadão, dentro de um festival ao ar livre, onde todos se sintam acolhidos e à vontade. Será algo descontraído, com música, artes visuais, oficinas, comidinhas de várias partes da Ásia, junto ao Coletivo de Escritoras Asiáticas & Brasileiras, de que participo. Marina Yukawa, uma de suas fundadoras, também estará lá lançando seu livro de contos, Abutre (Editora Terra Redonda).
O evento é das 11h às 20h e eu estarei lá das 15h às 18h.
No dia, meu livro estará com 40% de desconto.
Ficarei feliz de vê-los por lá.
quarta-feira, 20 de novembro de 2019
Vem que tem
domingo, 22 de julho de 2018
Um girassol nos teus cabelos: poemas para Marielle Franco
sexta-feira, 27 de outubro de 2017
Salmo: romance-meditação sobre os quatro flagelos do senhor
- Friedrich Gorenstein, Salmo — romance-meditação sobre os quatro flagelos do senhor. Trad. Irineu Perpétuo e Moissei Mountian. Editora Kalinka, 2017.
- Lançamento do livro e conversa com a editora Daniela Mountian e os tradutores no dia 28/10, às 11h, na Casa do Saber (Rua Doutor Mário Ferraz, 414, São Paulo).
quinta-feira, 28 de setembro de 2017
Meridianos
Este corpo não é meu
Visto-o como emprestado
a algum nobre antepassado
que dentro em mim se escondeu
Esta alma não é minha
Habita apenas o eterno
inútil espaço de um terno
que com o corpo caminha
Não é minha a cicatriz
que desenharam nos ombros
Nem esses olhos de escombros
Tampouco o queixo e o nariz
De mim apenas o gesto
o olhar, o passo, a ironia
a fútil genealogia
de tudo que sobra e é resto
terça-feira, 24 de janeiro de 2017
tranSPassar: poética do movimento pelas ruas de São Paulo
Celso de Alencar
O lançamento, no dia do aniversário de 463 anos de São Paulo, trará leitura de poemas e faz parte do evento Sampoemas, que conta também com a exibição do filme São Paulo, simphonia da metrópole (1929), com trilha musical executada ao vivo por Livio Tragtenberg.
domingo, 17 de julho de 2016
O sexo dos peixes
sexta-feira, 6 de março de 2015
70 Poemas para Adorno
terça-feira, 9 de dezembro de 2014
domingo, 30 de novembro de 2014
Outras ruminações: 75 poetas e a poesia de Donizete Galvão
O lançamento é no dia 9 de dezembro, a partir das 19h, na Casa das Rosas (Av. Paulista, 37)

















