Estou em "A voz pública da poesia", manifesto organizado pelo escritor Ronald Augusto contra o “torpor que se abateu sobre intelectuais, artistas e escritores como grupos produtores de reflexão, crítica e resistência ao leviatã do retrocesso ao qual o país está submetido” (GGN, o jornal de todos os Brasis). Meu poema surgiu da percepção de que, em meio ao caos, o som da voz de Noam Chomsky me tranquiliza os nervos.
terça-feira, 31 de outubro de 2017
sexta-feira, 27 de outubro de 2017
Salmo: romance-meditação sobre os quatro flagelos do senhor
"Salmo —
romance-meditação sobre os quatro flagelos do senhor, de Gorenstein, escritor, dramaturgo e
roteirista de Andrei Tarkóvski, sem dúvida é um dos romances mais complexos da
literatura mundial. Como já o havia feito Mikhail Bulgákov em Mestre e Margarida, surge na realidade
soviética um enviado do céu: este enviado é Dã, o Anticristo, que aparece entre
falantes da língua russa.
Percebido pela população como
um judeu de fora, um forasteiro, que fora enviado no período da realização dos
grandes flagelos divinos (a fome, a espada, a luxúria e a doença) no país, é
uma espécie de Fausto russo. Façanha
assombrosa e intrigante, seu principal componente é a voz do Altíssimo, na
tradição bíblica, que fala através dos profetas. Em Salmo são
tratados temas gerais, em especial a questão judaica, mas não só.
As cinco partes do romance se
passam entre os anos 1930 e 1970, período de provas terríveis para os russos e
ucranianos, durante o qual o Anticristo é testemunha de momentos decisivos da
história soviética. Gorenstein (1932–2002) utiliza passagens bíblicas como base
de seu enredo, mas o faz a sua maneira: transporta-as diretamente para o século
XX — a fome nos anos 1930, a invasão dos nazistas durante a Segunda Guerra
Mundial, a evacuação, o pós-guerra, a censura stalinista dos anos 1950.
Em seu projeto mais
ambicioso, o autor certamente delineia uma polêmica com Dostoiévski ao eleger o
Anticristo como seu herói: mas este não surge como inimigo de Cristo, mas como
também filho de Deus e seu irmão."
Mais
informações:
- Friedrich Gorenstein, Salmo — romance-meditação sobre os quatro flagelos do senhor. Trad. Irineu Perpétuo e Moissei Mountian. Editora Kalinka, 2017.
- Lançamento do livro e conversa com a editora Daniela Mountian e os tradutores no dia 28/10, às 11h, na Casa do Saber (Rua Doutor Mário Ferraz, 414, São Paulo).
- Livro de roteirista de Tarkóvski ganha tradução; leia trecho inédito (Folha de São Paulo)
- Livro de roteirista de Solaris narra vinda de Anticristo à Terra (Estado de São Paulo)
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quinta-feira, 28 de setembro de 2017
Meridianos
AUTO DO RETRATO
Este corpo não é meu
Visto-o como emprestado
a algum nobre antepassado
que dentro em mim se escondeu
Esta alma não é minha
Habita apenas o eterno
inútil espaço de um terno
que com o corpo caminha
Não é minha a cicatriz
que desenharam nos ombros
Nem esses olhos de escombros
Tampouco o queixo e o nariz
De mim apenas o gesto
o olhar, o passo, a ironia
a fútil genealogia
de tudo que sobra e é resto
PONTOS DE ACUPUNTURA
aqui onde passa o meridiano do coração
outrora foi o Mar da China
5.000 arqueiros de armaduras reluzentes como o sol
lançavam incendiárias flechas atonais de suas flautas
para saudar o equinócio de pérolas da Dinastia T’ang
mas o crisântemo desarmonizou-se com a nota kung
e os lótus se afogaram na décima primeira lua
descíamos a vau para as montanhas tibetanas de Kung Lu
onde o céu e a terra engendram as dez mil coisas
rompendo o Portão do Inferno e o Portão da Nuvem
para a conferência anual das quatro estações
em que os ancestrais se reúnem próximo
à cortina do bambu de seda
e o verão descansa a cabeça no travesseiro de jade
para ouvir a sutra da palavra tranquila
transcorria o Ano da Serpente e era o Hexagrama 58
movimento e repouso em algum lugar do vazio
o Grande Yang e o Pequeno Yin convocaram
para o sacrifício imperial
as artemísias em fogo e os espinhos de metal
para restabelecer o fluxo das águas na energia
da vida
e o Rio Amarelo tornou a fluir nas
correntezas das veias
como um peixe que nadasse livre entre musgos e líquenes
POEMA QUASE-LÁPIDE
um dia ficarei tão leve
que os pássaros cruzarão o meu coração
e nem o seu canto poderá ferir-me
(Luís Augusto Cassas)
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sexta-feira, 15 de setembro de 2017
Yami no Ichinichi e o Perigo Amarelo
(Mario Jun Okuhara, Yami no Ichinichi: o crime que abalou a colônia japonesa no Brasil)
Para mais informações, ver "'O japonês é como o enxofre… insolúvel': identidade nacional, raça e violência de estado" (Outra Coluna: Resistência Asiática e Solidariedade Antirracista).
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Um Oriente ao oriente do Oriente
quinta-feira, 14 de setembro de 2017
domingo, 10 de setembro de 2017
Três anos esta noite
Para Marcelo Donoso
Era um provérbio
Foi um redondilho
E desde então será sempre verdade
Ao algoz da Noite
Agradeço cada dia que nasceu depois da morte
Há três anos ou trinta que estes mesmos dias
São sempre outros
Porque você inventa novos idiomas
Com os quais escrevo nossa história
Que é - sobretudo -
Uma História dos que Voltaram a Cantar
(Jamais nos calaremos novamente)
Nesta hagiografia a música celebra os "males que
Foi um redondilho
E desde então será sempre verdade
Ao algoz da Noite
Agradeço cada dia que nasceu depois da morte
Há três anos ou trinta que estes mesmos dias
São sempre outros
Porque você inventa novos idiomas
Com os quais escrevo nossa história
Que é - sobretudo -
Uma História dos que Voltaram a Cantar
(Jamais nos calaremos novamente)
Nesta hagiografia a música celebra os "males que
[vêm pra bem", o certo das linhas tortas
E as palavras alcançam todos os centímetros do templo maior.
E as palavras alcançam todos os centímetros do templo maior.
quarta-feira, 26 de julho de 2017
Fotografia
O que nunca ninguém foi em minha família
e tudo o que foi rejeitado
o operário o alfaiate o professor primário
tenho protegido cá dentro
com a mesma força que teve meu pai
na noite em que bateu em minha mãe
grávida de minha irmã mais nova.
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segunda-feira, 24 de julho de 2017
Homenagem a Claudio Willer
A VERDADEIRA HISTÓRIA DO SÉCULO 20
contemplação: estrela no fundo do mar
você: véu de gaze azulada roçando, suave apelo
furacão: róseo
perfeição: parábola de perfumes
lâmina: a mente alucinada
gruta: você e os arcanos da natureza
matemática do sonho: esta nuvem
gelo: explosão de relâmpagos
essa solidez, essa presença: capim ao vento
rápidos, passando à frente: lavanda
e também sombra de árvore
montanha: inteiramente nossa
intimidade sorridente: no calor da tarde
Íris: o nome da flor, o seio ao sol
– quanta coisa você fez que eu visse
o acaso nos transportava e poderíamos ir a qualquer lugar
o mundo tinha janelas abertas
e tudo era primeira vez
gnose do redemoinho, foi o que soubemos
(Claudio Willer)
sexta-feira, 7 de julho de 2017
Estilo
Estilo é a resposta de tudo.
Uma maneira nova de enfrentar uma coisa chata ou perigosa.
Fazer uma coisa chata com estilo é melhor do que fazer uma coisa perigosa sem ele.
Fazer uma coisa perigosa com estilo é o que eu chamo de arte.
Touradas podem ser uma arte.
O pugilismo pode ser uma arte.
Amar pode ser uma arte.
Abrir uma lata de sardinha pode ser uma arte.
Não são muitos os que têm estilo.
Não são muitos os que conseguem mantê-lo.
Já vi cães com mais estilo do que homens,
embora não muitos cães tenham estilo.
Gatos têm de sobra.
Quando Hemingway estourou os miolos com uma espingarda, isso foi estilo.
Ou às vezes algumas pessoas oferecem estilo.
Joana D’Arc tinha estilo.
João Batista.
Cristo.
Sócrates.
César.
García Lorca.
Conheci homens com estilo na cadeia.
Conheci mais homens com estilo na cadeia do que fora dela.
Estilo é a diferença, um modo de fazer e de ser feito.
Seis garças paradas numa poça d’água
ou você, saindo do banheiro sem roupa e sem me ver.
(Charles Bukowski, tradução minha)
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quinta-feira, 15 de junho de 2017
"Da boca um pássaro me voa"
Carrego as estações
Carrego
as estações comigo
e tenho as mãos cansadas.
e tenho as mãos cansadas.
(No bolso
esquerdo um riacho murmura.)
Ali onde pequenas pedras se acumulam
uma canção exala seu vapor
depois se perde.
Ali onde pequenas pedras se acumulam
uma canção exala seu vapor
depois se perde.
Jardins
de primavera circulam no meu corpo,
um céu de
ouro verte seu perfume
e um vento ignorado agita suas asas.
e um vento ignorado agita suas asas.
Pasto de
segredos,
mescla de
memória e desejo,
meu corpo caminha com a chuva
(carrego as estações comigo)
à procura do sonho de uma nuvem fria.
meu corpo caminha com a chuva
(carrego as estações comigo)
à procura do sonho de uma nuvem fria.
Tantas
folhas trago nos braços
que um pássaro, solidário, se oferece
para carregar as estações comigo.
Do peito aberto os meus jardins se vão
e o pássaro me ajuda (memória
e desejo) a semear meu corpo.
que um pássaro, solidário, se oferece
para carregar as estações comigo.
Do peito aberto os meus jardins se vão
e o pássaro me ajuda (memória
e desejo) a semear meu corpo.
Ali
planto meus braços,
debaixo
daquelas árvores meus olhos ficam,
os pés roídos pela terra penduro numa árvore
e o tronco multiplico em cem pedaços :
lá vai, junto com as pedras,
no bojo do riacho antigo.
os pés roídos pela terra penduro numa árvore
e o tronco multiplico em cem pedaços :
lá vai, junto com as pedras,
no bojo do riacho antigo.
E pois
que carrego as estações comigo
os lábios deixo além, no descampado,
os lábios deixo além, no descampado,
e peço ao
pássaro que pelos cabelos atire
o que sobrou de mim
àquele mar onde me espera a memória
(e o desejo) do tempo em que não soube
carregar as estações comigo.
o que sobrou de mim
àquele mar onde me espera a memória
(e o desejo) do tempo em que não soube
carregar as estações comigo.
DÁDIVA
DEVOLVIDA
Birds in the Crescent trees were singing.
Dylan Thomas
O céu de
tanto o contemplar
já se
desprende de seus laços
e vem,
menino, se abrigar
no vão
inútil de meus braços.
Ah, um só
instante bastara
(de
amor?) para que minha história,
velha
paisagem, se mudara
em puro canto só memória.
em puro canto só memória.
E minha
voz, que não entendo,
a mim me
fala e quase nada
do que me
fala compreendo
: apenas
rio ponte estrada.
Da boca
um pássaro me voa,
no gesto
uma nuvem passagem
pede e o mundo se despovoa
pede e o mundo se despovoa
de mim
para outra paisagem.
Onde a
memória? Onde o canto?
Onde o
bando de aves que um dia
voou em meu céu? E o encanto
voou em meu céu? E o encanto
que
habitou esta alma vazia?
O céu já
se vai de meus dedos,
a
paisagem torna a seu pouso,
os olhos contemplam segredos
os olhos contemplam segredos
que
tentar decifrar não ouso.
Fatigado
agora caminho
a mesma estrada rio ponte
a mesma estrada rio ponte
: um
pássaro canta sozinho
e risca de azul o horizonte.
e risca de azul o horizonte.
O céu de
tanto o contemplar
eis se recolhe aos velhos laços
eis se recolhe aos velhos laços
e à força
de tanto o chamar
se me cerram os olhos baços.
se me cerram os olhos baços.
*
Agora que
não vejo vejo
tudo o que o céu me ofereceu :
tudo o que o céu me ofereceu :
satisfazer
o meu desejo
perder o que ninguém me deu.
perder o que ninguém me deu.
LOBO
Calado
abraça a
neblina
e cerra
os olhos
como quem
desmaia.
Púrpura,
mágoa
sem
remédio,
as patas
enredadas
em
silêncio e lama :
tudo em
volta é solidão
doçura.
E ninguém
sabe
de onde
vem
nem como
o uivo
alucinado
que lhe
sai da boca
e rasga a
noite
como um
coração
que arde.
Monk & Mulligan
Toda
lição é de casa. Uma ensina a aprender,
outra aprende a
ensinar. Não sei para quando
será a viagem. Não sei se parti, se já estou
de regresso, nem se a lição é de fato minha,
será a viagem. Não sei se parti, se já estou
de regresso, nem se a lição é de fato minha,
dos pombos que
giram no telhado ou do silêncio
entre o sussurro de Monk & o sopro de Mulligan
no meio da sala: ‘Round midnight.
Lá fora (
sol alto) lição interrompida. O sal da lição?
entre o sussurro de Monk & o sopro de Mulligan
no meio da sala: ‘Round midnight.
Lá fora (
sol alto) lição interrompida. O sal da lição?
Não saber. Sabida,
lição já não é.
Naquele
tempo eu viajava para longe, toda semana.
Um dia estranharam minha alegria ao partir.
tempo eu viajava para longe, toda semana.
Um dia estranharam minha alegria ao partir.
“É tão bom assim?”
“Não, é que aprendi
a antegozar o prazer da volta.” Nada se iguala
ao alívio antecipado do dever cumprido. A casa
acumula todas as lições : ontem, hoje – o mesmo
tempo a escoar entre o já-não-mais e o ainda-
não – centro de tudo o que sou ou tenho. Mas não
tenho : a casa o contém. E não há lição que o
detenha.
a antegozar o prazer da volta.” Nada se iguala
ao alívio antecipado do dever cumprido. A casa
acumula todas as lições : ontem, hoje – o mesmo
tempo a escoar entre o já-não-mais e o ainda-
não – centro de tudo o que sou ou tenho. Mas não
tenho : a casa o contém. E não há lição que o
detenha.
O que tenho é um
retrato na parede.
Um menino me fita apaziguado, seu olhar
se dissolve na brisa. Escancaro as janelas
e o calor da tarde me lembra : outono se foi,
inverno se foi, primavera aí vem (o rendilhado
de Monk prossegue & o sopro agudo de Mulligan).
Outra primavera : midday, midnight. O menino
salta do retrato, se aninha no sofá e me lembra,
Um menino me fita apaziguado, seu olhar
se dissolve na brisa. Escancaro as janelas
e o calor da tarde me lembra : outono se foi,
inverno se foi, primavera aí vem (o rendilhado
de Monk prossegue & o sopro agudo de Mulligan).
Outra primavera : midday, midnight. O menino
salta do retrato, se aninha no sofá e me lembra,
a sorrir : é hora
de voltar à lição interrompida.
Sorrio que sim, à sombra do jasmineiro
em flor.
Sorrio que sim, à sombra do jasmineiro
em flor.
É tarde. Não sei a
lição, há pouco
estava no jardim. Como enfrentar classe
tão avançada? A sombra se adensa, é noitinha.
O olhar do menino me fita, não sei se do retrato
ou do canto do sofá onde se aninha,
estava no jardim. Como enfrentar classe
tão avançada? A sombra se adensa, é noitinha.
O olhar do menino me fita, não sei se do retrato
ou do canto do sofá onde se aninha,
não sei
se do olho iluminado da noite, e sorri. Sorrio
que sim. É a hora. (Monk &Mulligan insistem,
agora sim : ‘Round midnight. Lição de casa.)
se do olho iluminado da noite, e sorri. Sorrio
que sim. É a hora. (Monk &Mulligan insistem,
agora sim : ‘Round midnight. Lição de casa.)
(Carlos Felipe Moisés)
segunda-feira, 8 de maio de 2017
"Naufrágio" em espanhol
Meu conto “Naufrágio”, em espanhol, em Sensaciones de acá, de
allá y del más allá: antología de narradores
rusos y latinoamericanos, organizada por Glad Mendía e Olga Slyunko.
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quinta-feira, 30 de março de 2017
Poesia de escutar
Iniciativa de Cris Ventura de gravar leituras de poemas aqui no Soundcloud. Estou lá, com um poema de Viagem a um deserto interior.
sábado, 11 de março de 2017
sexta-feira, 3 de março de 2017
"Na chuva de confetes deixo a minha dor"
("Mulher do fim do mundo", de Romulo Fróes e Alice Coutinho, pela mulher do fim do mundo, Elza Soares)
A letra da canção foi, segundo os autores, inspirada por este poema de Murilo Mendes, que, por sua vez, me remete ao de Dylan Thomas, "Amor no hospício":
METADE PÁSSARO
A mulher do fim do mundo
Dá de comer às roseiras,
Dá de beber às estátuas,
Dá de sonhar aos poetas.
Dá de comer às roseiras,
Dá de beber às estátuas,
Dá de sonhar aos poetas.
A mulher do fim do mundo
Chama a luz com assobio,
Faz a virgem virar pedra,
Cura a tempestade,
Desvia o curso dos sonhos,
Escreve cartas aos rios,
Me puxa do sono eterno
Para os seus braços que cantam.
Chama a luz com assobio,
Faz a virgem virar pedra,
Cura a tempestade,
Desvia o curso dos sonhos,
Escreve cartas aos rios,
Me puxa do sono eterno
Para os seus braços que cantam.
(Murilo Mendes)
terça-feira, 31 de janeiro de 2017
quinta-feira, 26 de janeiro de 2017
terça-feira, 24 de janeiro de 2017
tranSPassar: poética do movimento pelas ruas de São Paulo
Antologia organizada por Carlos Felipe Moisés e Victor del Franco, que teve por inspiração os versos de Mário de Andrade: “Ruas do meu
São Paulo, / Onde está o amor vivo, / Onde
está?” A essa pergunta, tentei responder com três poemas e um depoimento sobre
a cidade.
Participam:
Álvaro Alves de Faria
Carlos Felipe Moisés
Carlos Machado
Celso de Alencar
Celso de Alencar
Elisa Andrade Buzzo
Fernando Paixão
Glauco Mattoso
Leila Guenther
Luiz Roberto Guedes
Paulo Bonfim
Paulo César Carvalho
Renata Pallottini
Reynaldo Damazio
Rodolfo Witzig Guttilla
Ronaldo Cagiano
Rubens Jardim
Tarso de Melo
Victor del Franco
O lançamento, no dia do aniversário de 463 anos de São Paulo, trará leitura de poemas e faz parte do evento Sampoemas, que conta também com a exibição do filme São Paulo, simphonia da metrópole (1929), com trilha musical executada ao vivo por Livio Tragtenberg.
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quinta-feira, 22 de dezembro de 2016
Faz frio demais quando estamos sozinhos
Meus textos nesta edição da revista que me publicou pela primeira vez, há mais de dez anos, a Germina - Revista de Literatura & Arte. Está lá o ainda inédito em livro “Poeminha criacionista”, escrito "à chilena".
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