terça-feira, 6 de agosto de 2013

Para não esquecer jamais - 2

uma luz branca
ilumina todas as coisas –
manhã em Hiroshima

Hoje faz 68 anos que a cidade foi bombardeada. Compus este haicai com base nas descrições do livro Hiroshima, de John Hersey.

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Para não esquecer jamais

Momento para reler Sobrevivente André du Rap (do Massacre do Carandiru), de Bruno Zeni.


André du Rap (esq.) e Bruno Zeni

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

O Belo Indiferente

Hoje é a última apresentação de O Belo Indiferente. Texto de Jean Cocteau (para Edith Piaf) e direção de André Guerreiro Lopes e Helena Ignez. Com Djin Sganzerla e Dirceu de Carvalho. Para mais informações, clique aqui.


Sutra do coração da perfeição da sabedoria




Maka Hannya Haramita Shingyo       

terça-feira, 30 de julho de 2013

Da flor de laranjeira


almoço da Liberdade:
a prima japonesa prepara
um doce do Líbano


(Leila Guenther)

segunda-feira, 29 de julho de 2013

Nada não: um diário

dez
 
Este dia agora se chama outro dia. Ainda faz muito calor. Acordar aqui é assim, não há o que usar. Deixamos o imprevisto vir. Nunca sabemos o que cabe no dia. Tudo é claro e quente. Andamos lentamente para ver as coisas, este lugar onde estamos. Tudo é um desenho fácil: há os que estudam, os que moram, os que estudam e moram, os que trabalham, os que não dormem. Há os que visitam: nós estamos sempre de passagem, tanto faz, este é nosso erro, nosso remendo. Tudo parece bonito, nenhuma novidade.
(Manoel Ricardo de Lima e Carlos Augusto Lima. Nada não: [um diário]. Rio de Janeiro, Escola Sesc de Ensino Médio, Coleção Incubadora Cultural, vol. 2, 2011. [Resultado do Projeto Residência Cultural realizado na 1ª  Aldeya Yacarepaguá])
 



sexta-feira, 26 de julho de 2013

Ligados FM

Veja aqui a entrevista

terça-feira, 23 de julho de 2013

Julie

 
Mesmo quando saímos para passear, vai na minha frente com pressa, a passos curtos e certos de quem tem um mundo a descobrir.
Sai rebolando faceira, sentindo os cheiros da rua: as folhas molhadas da chuva, o perfume das pessoas que passam, a fumaça do carro (espirra).
Se diverte com os cães na praça, corre até a próxima esquina, se vira e me chama. Não sabe ficar sem mim e eu sem ela.
Corre de volta em minha direção e a abraço como se fosse a boneca mais delicada e frágil do mundo. Junto ao seu corpo quente me congelo com o pensamento que um dia vou perdê-la. “Você não é mais uma menina.” Aperto os olhos e fico imaginando quando ela se for: restarão apenas tardes nubladas, dias sem cor, sonos sem sonhos; o único barulho será dos passos do vizinho de cima. Vou sentir falta do seu cheiro, do jeito que me acorda pulando sobre mim, do barulho que faz quando come, das brincadeiras...
Alheia ao meu sofrimento, se aproxima, me encara, e lambe meu nariz.
 
(Luciana Inhan. SOB. Juiz de Fora, Espectro Editorial, 2013)
 
 
 

Zazen

sobre o zafu,
olhando a parede, o mundo
parece maior
(Leila Guenther)

segunda-feira, 15 de julho de 2013

Um haicai para meu avô







Na antiga foto do avô

O reflexo em preto e branco

Do neto quando jovem


(Leila Guenther)


sexta-feira, 5 de julho de 2013

Modernismo e coerência


Novo livro de Fabio Akcelrud Durão


Modernismo e coerência é uma performance impressionante, que coordena a leitura cerrada de obras literárias com as dimensões filosóficas da teoria moderna; o livro colocará seu autor na linha de frente dos jovens pesquisadores no campo de estudos da modernidade.
(Fredric Jameson, Duke University)



quinta-feira, 4 de julho de 2013

A Dama do Mar, de Susan Sontag, em livro

A Dama do Mar, de Susan Sontag, baseada na peça de Ibsen; tradução: Fábio Fonseca de Melo; revisão e adaptação: Leila Guenther. São Paulo, N-1 Edições, 2013.




segunda-feira, 1 de julho de 2013

A dama do mar - última semana



Conhecido por seus espetáculos grandiosos, de grande apuro técnico e apelo visual, o norte-americano Bob Wilson dirige elenco brasileiro na montagem, adaptação da escritora Susan Sontag para clássico texto de Henrik Ibsen. A trama é centrada em Élida, mulher que, após a morte do pai aventureiro, se casa com um homem mais velho, pai de duas filhas. Élida, então, sente-se sufocada pela rotina.

Sesc Pinheiros
Rua Paes Leme, 195

Pinheiros - Oeste -
(011) 3095-9400
www.sescrg.br


- Estac. (R$ 6 a R$ 8 p/ 3 h). Ingresso: R$ 10 a R$ 40
- Acesso para deficiente


De 31/05/2013 até 07/07/2013
21h
20h
18h


Forma de pagamento

Cartões de crédito:
Amex, Aura, Diners, Elo, Hipercard, MasterCard, Sorocred, Visa


(http://guia.uol.com.br/sao-paulo/teatro-e-danca/detalhes.htm?ponto=a-dama-do-mar_2414264886)

sábado, 29 de junho de 2013

Pelada poética - antologia 2013


Hoje, para quem estiver em Beagá!

O Caminho



Estudar o Caminho de Buda é estudar a si mesmo. Estudar a si mesmo é esquecer-se de si mesmo. Esquecer-se de si mesmo é ser iluminado por tudo que existe.

(Eihei Dogen)

segunda-feira, 24 de junho de 2013

IX Desafio Profissional de Muay Thai FEPLAM

Meu primeiro professor de Muay Thai, Ilo Montalbo, treinado pelo segundo professor que tive, mestre Celso Oliveira Junior, na bela luta de hoje, no IX Desafio Profissional de Muay Thai FEPLAM.


domingo, 23 de junho de 2013

Barato

(...)
os fogos de natal.
e brincadeira, os tiros de um menino.
a bala me pegou entrando.
eu também era menino.

(Ricardo Pedrosa Alves, "Ano do cão". Barato. Curitiba, Medusa, 2011)

quarta-feira, 12 de junho de 2013

Haicais de 12 de junho


(Hisashi Otsuka, Lady Murasaki revisited)




dia dos namorados:
ela guarda os ingredientes
do jantar adiado


*


12 de junho:
o presente há tempos
espera na gaveta


*

em cidades diferentes
bebendo o mesmo chá:
dia dos namorados

  
*

vestida com o presente
do amor distante
e sentindo frio


*

12 de junho: sozinha
procurando no guarda-louça
os dois melhores copos




(Leila Guenther)



segunda-feira, 10 de junho de 2013

Lamento da mãe órfã

Foge por dentro da noite
reaprende a ter pés e a caminhar,
descruza os dedos, dilata a narina à brisa dos ciprestes,
corre entre a luz e os mármores,
vem ver-me,
entra invisível nesta casa, e a tua boca
de novo à arquitetura das palavras
habitua,
e teus olhos à dimensão e aos costumes dos vivos!

Vem para perto, nem que já estejas desmanchando
em fermentos do chão, desfigurado e decomposto!
Não te envergonhes do teu cheiro subterrâneo,
dos vermes que não podes sacudir de tuas pálpebras,
da umidade que penteia teus finos, frios cabelos
cariciosos.

Vem como estás, metade gente, metade universo,
com dedos e raízes, ossos e vento, e as tuas veias
a caminho do oceano, inchadas, sentindo a inquietação das marés.

Não venhas para ficar, mas para levar-me, como outrora também te trouxe,
porque hoje és dono do caminho,
és meu guia, meu guarda, meu pai, meu filho, meu amor!

Conduze-me aonde quiseres, ao que conheces, - em teu braço
recebe-me, e caminhemos, forasteiros de mãos dadas,
arrastando pedaços de nossa vida em nossa morte,
aprendendo a linguagem desses lugares, procurando os senhores
e as suas leis,
mirando a paisagem que começa do outro lado de nossos cadáveres,
estudando outra vez nosso princípio, em nosso fim.

(Cecília Meireles)
 





domingo, 2 de junho de 2013

Nadir


Lançamento de Juliano Gouveia dos Santos